Esgotamento do assunto





Da impossibilidade de se medir o afeto
É possível dimensionar um sentimento sem limitá-lo?
O afeto me move. E é a partir do meu corpo e das minhas relações sociais e afetivas que minha “medida de mundo” se realiza. Neste trabalho, a fotografia aparece como registro de ações afetivas permeadas pelo toque, presenciando e revelando parcerias íntimas e encontros eloquentemente silenciosos. Porém, interações táteis são meras tentativas de estabelecer uma medida para algo que não pode ser calculado, porque, na realidade, não há (e nem deve haver) como mensurar o afeto. Este trabalho se apresenta, portanto, como uma impossibilidade desde sua concepção, uma “tarefa” que não será nunca concluída, mas que, nem por isso, se mostra menos significativa. Tentar medir não deixa de ser uma forma de aproximar e, a partir destas pequenas ações em relação ao outro, a proximidade se evidencia e se fortalece - é justamente este o momento onde o trabalho “acontece” e cria sentido.
(em processo)